Resolvi compartilhar com vocês um recurso que tenho usado frequentemente em terapia. No início, confesso, que foi “obra do acaso”, mas com o tempo, comecei a utilizar como objeto de trabalho e tem sido muito rico. Estou falando de uma cadeira giratória que fica no canto da minha sala.

Batizei essa cadeira como a “cadeira da confiança” e faz parte, além de um jogo de comunicação, um objeto que estimula a confiança da criança em mim.

O trabalho, no início, consiste basicamente em rodar a cadeira contando 1, 2 e já. Depois vou demorando para o “já”, esperando primeiro um contato de olho, depois algum tipo de verbalização até a imitação.

Já é bastante comum esse tipo de estimulação com o uso de carrinho, porém o diferencial está em que, por gerar uma instabilidade na criança através da movimentação da cadeira, exige que ela confie em mim para aproveitar a estimulação.

Pacientes com atraso no desenvolvimento da linguagem, pacientes com Síndrome de Down e portadores do Transtorno do Espectro Autista (T.E.A),  têm se beneficiado muito com a cadeira da confiança e é por esse motivo que resolvi compartilhar minha experiência.

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